IF Sudeste MG figura no TOP 50 de depositantes de patentes no Brasil

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) divulgou, no mês de junho, um boletim contendo um ranking dos 50 depositantes de patentes de modelo de utilidade de 2016, no qual o IF Sudeste MG aparece na 50ª posição, com três depósitos. Porém, destaca-se como um dos pouquíssimos IF’s da lista, acompanhado apenas do Instituto Federal de Rondônia – 1ª posição, com 17 patentes depositadas.

O boletim também apresenta outros sete rankings, referentes a patentes de: invenção, marcas, desenho industrial, contratos de tecnologia, indicação geográfica, topografia de circuitos integrados e programas de computador. Na lista de depositantes residentes deste último, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul aparece em 40ª posição.

Nesta segunda edição especial do Boletim do INPI, também são mostrados, além dos maiores depositantes residentes em 2016, uma agregação dos dados segundo a natureza jurídica dos responsáveis (empresas de médio e grande porte; instituições de ensino e pesquisa e governo etc), bem como uma agregação dos dados segundo o estado da federação, com ênfase nos cinco estados com mais pedidos no ranking. Minas Gerais aparece como o segundo estado que mais efetua depósitos, atrás apenas do estado de São Paulo, num ranking que demonstra significativa concentração da quantidade de depositantes em estados do sul e sudeste.

Estímulo à inovação como um diferencial

Para a diretora do Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia do IF Sudeste MG, Flávia Ruback, a presença do IF Sudeste no ranking do INPI, entre tão poucos institutos federais, demonstra que o estímulo à inovação está presente na instituição, ainda que os recursos para insumos para pesquisa sejam escassos. Pesquisadores qualificados também fariam a diferença nesse processo: “existem grupos mais ‘fortes’ em realizar pesquisas aplicadas com foco em inovação no IF Sudeste MG, tais como Alimentos, Zootecnia e Engenharia - áreas predominantes de nossas patentes em geral, e também as áreas das três patentes que aparecem no ranking”, explica Flávia.

Mas, para a diretora, a inovação ainda não é uma cultura que atinge todos os servidores, daí a presença pouco significativa de IF’s (que são instituições novas) nas listas dos que mais depositam patentes. Os “grupos fortes” em realizar pesquisas aplicadas, com foco em inovação, não seriam a regra geral, somando-se ao fator da falta de investimento em infraestrutura para pesquisa e desenvolvimento. “Acredito que essas sejam as grandes dificuldades que os IF’s em geral, apresentam. E o Núcleo de Inovação tem esse papel, o de incentivar o desenvolvimento de atividades com foco em inovação e promover a proteção intelectual, sendo a patente apenas uma das formas”.  

 

 

 

Fonte: https://www.ifsudestemg.edu.br/node/14108