BioStartup Lab inicia o ano com inscrições abertas para a próxima rodada

BioStartup Lab inicia o ano com inscrições abertas para a próxima rodada

O 2º ano de vida do BioStartup Lab foi marcado por 3 edições do programa, duas em Belo Horizonte e uma em São Paulo. O programa finalizou a 4ª rodada no dia 07/12 em um evento para mais de 400 pessoas no Sebrae Minas, e no mesmo dia anunciou a abertura da 5ª rodada.

Esta edição também será realizada pela Biominas Brasil e pelo Sebrae Minas, terá a Unimed-BH como empresa-âncora e o Hospital da Baleia  e a SEDECTES (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo de Minas Gerais) como parceiros oficiais. As inscrições vão até 04 de fevereiro e podem ser inscritas ideias, pesquisas, projetos ou startups de saúde humana e animal, digital health, meio ambiente e agronegócios.

 

O objetivo do BioStartup Lab é aproximar a universidade do mercado, incentivando principalmente a aplicação prática de pesquisas acadêmicas.

 

Veja o depoimento “Além da Universidade” de Rochel Lago, professor e empreendedor na áreas de meio ambiente.

 

Um exemplo de projeto que passou pelo programa é a startup Insubiota, projeto que nasceu dentro da Unesp, passou pela rodada INTERFARMA do BioStartup Lab e ganhou a medalha de ouro no IGEM 2017, competição internacional criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Nathan ribeiro, um dos fundadores da startup, estudante de Estudante de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e pesquisador da Unesp, compartilha um pouco da sua visão sobre a relação do mercado e a academia e como foi a participação no BioStartup Lab.

 

“Eu vejo que falta muito diálogo entre a universidade e as indústrias e o mercado, existe um gap muito grande e acredito que isso acaba atrapalhando o avanço científico e tecnológico do país. Essa falta de diálogo às vezes acaba gerando pesquisas que são feitas sem uma "análise de mercado", são pesquisas que geram algo que talvez ninguém queira comprar no futuro. Falta uma educação econômica e empreendedora para que os pesquisadores façam algo tendo em mente se o produto final daquela pesquisa pode ser interessante para a indústria, além também de aprender como apresentar e vender sua ideia, já que o mundo acadêmico e de negócios são extremamente diferentes.Pra mim o BSL ajudou muito a ver as coisas por uma ótica diferente, pensar nas partes interessadas da pesquisa que desenvolvemos e saber como levar essa ideia da academia pra um outro universo onde o que importa de verdade são os resultados e o dinheiro que essa ideia vai gerar.”

 

As atividades da 5ª rodada terão início dia 26 de fevereiro e vão até 03 de maio de 2018, durante esse período os participantes passaram por atividades como palestras, workshops, coaching e mentorias de negócios, finanças, mercado, marketing e nas áreas técnicas e específicas de cada projeto.  

 

Todo o programa acontece no espaço de coworking do BioStartup Lab em Belo Horizonte, que é disponibilizado para as equipes participantes durante a pré-aceleração. Outra grande vantagem é a validação prática das soluções propostas, na interação com grandes empresas, além de bancas de avaliação e feedbacks que abordam todos os aspectos que esse tipo de tecnologia precisa para estruturar sua entrada no mercado, seja para comercializar seus produtos/serviços ou transferir sua tecnologia para outras empresas.

 

Para conhecer melhor o dia a dia do programa assista os episódios da TV BSL, com conteúdos sobre todas as atividades.

 

Para ter a oportunidade de participar basta ter uma equipe de no mínimo 2 pessoas e inscrever o projeto aqui. Serão selecionados 21 projetos para participarem do processo de pré-aceleração.