Produto desenvolvido no Campus JF poderá ter registro de propriedade intelectual no INPI

Um quadro didático, criado para simular ligações elétricas em sala de aula, foi desenvolvido pela equipe do PET Física do Campus Juiz de Fora e está em registro de Proteção da Propriedade Intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NITTEC) está gerenciando todo o processo. O produto está inserido na modalidade desenho industrial e caso obtenha a aprovação do órgão, a instituição terá a garantia de uso exclusivo, podendo licenciar ou transferir esse direito a terceiros.

O “Quadro didático AC” tem a função de criar simulações de ligações elétricas, em série ou paralelo; simular a utilização de uma resistência variável e mostrar o funcionamento de um foto-sensor com uso de corrente alternada. O estudante Sérgio Luiz França, membro do PET Física, explica que o produto possui como diferencial básico a mobilidade, assim como o fácil manuseio de seus componentes, o que permite maior interação entre o aluno e a prática do conteúdo didático. “Para demonstrar esses experimentos elétricos, era necessário um equipamento muito grande e um laboratório adequado. Com o nosso quadro, tudo poderá ser demonstrado em sala de aula, graças a sua portabilidade; e garantirá maior segurança, possibilitando que os alunos manuseiem o equipamento sem riscos de choques elétricos”.

O quadro está em desenvolvimento há um ano e nasceu da necessidade de criar um produto eficientemente didático, interativo e seguro, que explorasse os fenômenos físicos ligados à eletricidade. “No ensino da física, há a necessidade de se mostrar ao aluno, na prática, os resultados esperados na teoria, e existe uma dificuldade muito grande para isso, pois a maioria das escolas não dispõe de estrutura adequada para um laboratório. Então, decidimos criar um produto prático, de fácil manuseio, transporte e instalação”, afirma o estudante José Francy Costa Moraes que também participou da execução do projeto.

Segundo o professor Bruno Gonçalves, o objetivo do PET Física é criar produtos de baixo custo e visualmente atrativo que possibilitem uma maior eficiência no processo de ensino-aprendizagem. Segundo ele, o desenvolvimento de pesquisas não está relacionado, apenas, a publicação de artigos científicos, mas, também, na geração de propriedade intelectual. “O número de patentes e registros de propriedade intelectual ainda é baixo no Brasil. Temos muito que explorar e avançar nesse quesito. Devemos investir maciçamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos, sendo este agente tanto o setor público como a iniciativa privada, como ocorre nos países altamente industrializados”.

Para o diretor geral do Campus Juiz de Fora, prof. Paulo Rogério Araújo Guimarães, a instituição vive numa verdadeira efervescência acadêmica, compreendendo novas mentalidades, metodologias e modalidades de ensino. “São iniciativas como a do PET Física que comprovam o vigor da nossa comunidade acadêmica e mostram como é importante investir em novas experiências e promover as boas práticas no ensino, pesquisa e extensão”.

Escrita por: Pedro Augusto Farnese